José Maria Canotilho, Autor do Ponto SJ

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Rocha

Este ano celebramos 52 anos de uma revolução que destrancou as portas de um país amordaçado. Para um cristão, recordar esta data não é um mero exercício de memória, é reconhecer na história dos homens um eco daquela manhã de Páscoa.

O fora

Ver para crer. Tocar para acreditar. Estes meses foram cheios da presença de Cristo em tudo o que me rodeia. Na comunidade ferida, nos jovens apaixonados, nas despedidas súbitas.

Bem-Merecer

Temos de querer derrubar os muros e grades que prendem e isolam os mais fracos, dispormo-nos a colocar as mãos na massa para lutar por aquilo em que acreditamos, a verdade do mandamento novo.

Memória

Há memórias que nos salvam. Momentos em que nos sentimos vivos, inteiros. Por vezes é difícil apercebermo-nos das graças que passam pelas nossas vidas, mas demore o tempo que demorar, somos relembrados da emoção desses dias.

O Príncipe do Egito

Haja coragem para sermos como Moisés, para olharmos o céu e quem o habita e deixarmo-nos guiar. Haja coragem para deixar o seu povo partir, deixar a Palestina ser livre. Os verdadeiros Príncipes do Egito.

Cinzas

Não podemos ter vergonha de confrontar as nossas falhas, porque a humildade é o caminho para a verdade. Estes dias de preparação para a Páscoa são o momento de (re)encontrar as  nossas fragilidades e deixarmos que Deus nos encha de vida.