Rocha
Este ano celebramos 52 anos de uma revolução que destrancou as portas de um país amordaçado. Para um cristão, recordar esta data não é um mero exercício de memória, é reconhecer na história dos homens um eco daquela manhã de Páscoa.
Este ano celebramos 52 anos de uma revolução que destrancou as portas de um país amordaçado. Para um cristão, recordar esta data não é um mero exercício de memória, é reconhecer na história dos homens um eco daquela manhã de Páscoa.
Ver para crer. Tocar para acreditar. Estes meses foram cheios da presença de Cristo em tudo o que me rodeia. Na comunidade ferida, nos jovens apaixonados, nas despedidas súbitas.
Temos de querer derrubar os muros e grades que prendem e isolam os mais fracos, dispormo-nos a colocar as mãos na massa para lutar por aquilo em que acreditamos, a verdade do mandamento novo.
Há memórias que nos salvam. Momentos em que nos sentimos vivos, inteiros. Por vezes é difícil apercebermo-nos das graças que passam pelas nossas vidas, mas demore o tempo que demorar, somos relembrados da emoção desses dias.
Haja coragem para sermos como Moisés, para olharmos o céu e quem o habita e deixarmo-nos guiar. Haja coragem para deixar o seu povo partir, deixar a Palestina ser livre. Os verdadeiros Príncipes do Egito.
Não podemos ter vergonha de confrontar as nossas falhas, porque a humildade é o caminho para a verdade. Estes dias de preparação para a Páscoa são o momento de (re)encontrar as nossas fragilidades e deixarmos que Deus nos encha de vida.