Ser Gambozino na adversidade

Estavas tu muito bem, na tua zona de conforto, a sonhar com mais um ano cheio de atividades mensais, com mais um verão de campos de férias, com um ano 2020 recheado de oportunidades, com uma nova década repleta de novidades...

Estavas tu muito bem, na tua zona de conforto, a sonhar com mais um ano cheio de atividades mensais, com mais um verão de campos de férias, com um ano 2020 recheado de oportunidades, com uma nova década repleta de novidades…

A novidade que surgiu foi, no entanto, um vírus, uma pandemia, uma situação que trouxe uma enorme instabilidade – não só ao mundo e ao nosso país – mas também à integridade mental, à liberdade de cada um e à relação espiritual com Deus e connosco próprios.

 

Como correu este ano letivo?

Durante o ano letivo 2019-2020 fiz parte do grupo do GEMA (Gambozinos Encontram a Missão de Animar) e em Fevereiro recebi o convite para ser animadora do Campo de GII, como tia – o meu cargo e campo de sonho!

Eram tantas as expectativas, os nervos, a vontade, o entusiasmo, a alegria… que quando foi decidido o cancelamento de todas as atividades presenciais para o resto do ano, incluindo os campos de férias, nem acreditei logo que seria possível um Verão sem campos. Desde pequenina – até ter idade para ser participante – que acompanhei a minha família em campos de férias, por isso nunca antes, em toda a minha vida, tinha vivido um Verão sem aqueles 10 dias especiais de crescimento, de construção de amizades diferentes e novas, e de aprofundamento da minha relação com Deus.

 

Como foi viver um Verão sem campos de férias?

Aquilo de que me fui apercebendo ao longo deste ano cheio de mudanças, foi que o mais importante é saber ser Gambozino, não só nas atividades, nos campos de férias e num ano em que tudo corre como o planeado, mas também na ausência de todas essas coisas, quando tudo parece mais complicado e fora do normal.

É saber procurar a fundo a nossa missão nesta Associação, sem ser “encaixar” nos parâmetros do costume como tia, mamã, animador de equipa, ou livre.

É descobrir o que temos de melhor para dar, e perceber como.

É, essencialmente, não nos conformarmos com “um ano perdido”, atividades adiadas, campos cancelados, mas fazer frente a este desafio e tentar levar o espírito gambozínico para todo o lado, numa altura em que é mais preciso e tão procurado.

É ser Gambozino em casa, no nosso círculo mais próximo.

É ser Gambozino na nossa situação de estudos ou trabalho, seja ela qual for.

É ser Gambozino todos os dias, independentemente de ser mais fácil ou mais difícil, mais óbvio ou mais fora do normal, mais confortável ou mais duro.

É, agora mais do que nunca, dar asas ao lema de sair da zona de conforto e ir procurar no desconhecido.

Também Jesus, ao longo do seu percurso, nunca deixou de parte a sua Missão, nunca desistiu nem perdeu o rumo, mesmo (e principalmente) nos momentos mais difíceis.

Tenho reconhecido as respostas que a GBZ tem dado para este ano com mais obstáculos. O esforço, as ideias, as inovações, a criatividade, a entrega, a persistência… para que não deixemos de parte a nossa Missão de levar Jesus aos outros e de crescer com Ele, para que sejamos Gambozinos na adversidade!

Ginjinha Archer