Fala-nos do Gancho

Os objetivos foram cumpridos e de atividade para atividade, notou-se um crescendo de alegria, uma dedicação e entusiasmo inimagináveis de ambas as partes.

No início deste ano de atividades, tudo começou de forma atípica, uma vez que nos habituámos a viver por detrás dos ecrãs.

Em novembro, pude estar presencialmente com os animados do meu concelho e foi sem dúvida uma enorme motivação para continuar esta missão com ainda mais alegria e com um sentimento renovado do verdadeiro sentido de família gambozínica.

Em dezembro, voltávamos à nova realidade, tudo se encontrava novamente fechado. Contudo, não podíamos desistir tão facilmente, não podíamos baixar os braços. Agora mais sábios, sabíamos como dar a volta ao “problema” que é o confinamento, porque este é o tempo favorável! Claro que sempre acompanhados de diversas dificuldades, tais como encontrarmos uma hora e dia em que todos os animadores se pudessem reunir e contribuir de alguma forma para que a atividade fosse inesquecível e a melhor de sempre. Propusemos então uma atividade para durar cerca de hora e meia, mas o sucesso foi tal que durou mais de três horas, tudo graças ao entusiasmo dos miúdos.

Querendo superar as expectativas do mês anterior, sugerimos juntar os dois grupos a nível nacional (Gancho e GAP). Desta vez, não fizemos nem uma, nem duas atividades, mas sim três atividades com dois grandes objetivos que se estenderam por dois meses. O primeiro objetivo era passar tempo de qualidade com a família, em que propusemos verem um filme, escolhido por nós, durante a semana. O segundo era fortalecer laços a nível nacional, conhecerem e/ou reverem gambozinos dos outros núcleos, já que só se veem nos campos, durante o verão. Os objetivos foram cumpridos e de atividade para atividade, notou-se um crescendo de alegria, uma dedicação e entusiasmo inimagináveis de ambas as partes. Num lado, os animados, que semana após semana nos mandavam mensagem a perguntar quando é que iriam receber novamente um filme para poderem vê-lo em família e nos perguntavam, também, quando é que seria o jogo relacionado com o filme. Muitos deles ocupavam as tão famosas salas de espera do Zoom 15/20 minutos antes da hora da atividade. No outro lado, nós, os animadores, desolados por não os podermos ver, nem conversar com eles presencialmente, mas acima disso tudo, alegres e motivados para percorrer este caminho com eles e mostrar-lhes que Deus existe nestas pequenas coisas, nos filmes em família, nas salas de espera do Zoom, nas atividades de três horas, etc etc etc.

Neste mês que passou, quisemos dar-lhes algo palpável, algo onde eles se pudessem lembrar dos Gambozinos e d’Aquele que morreu por nós na Cruz, para nos salvar. Fizemos então chegar a casa de cada um dos animados do Gancho um calendário da Semana Santa, onde cada dia tinha a sua proposta para os ajudar a ver Deus em todas as coisas, até nas mais pequenas, desde pequenas orações, a aprender a fazer receitas em família.

Neste mês que começa agora, abril, não é como costumam dizer “abril águas mil”, de chorar por coisas insignificantes estamos todos nós fartos, queremos agora limpar os olhos dessas lágrimas que nos impedem de ver quem realmente é Deus, de O ver em todas as coisas! E é seguindo estas linhas de fundo que eu, o Gancho, o Núcleo Norte e os Gambozinos nos vamos encontrar com Ele diariamente!

Zé Maria Matos