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Uma montanha atrás da baliza

Se não estamos “de corpo inteiro” nos lugares (porque sempre “ligados”, sempre “noutro sítio”), perdemos capacidade de dialogar com o que aí acontece, perdemos possibilidades de espanto.

A fotografia ou a vida

Se a fotografia é o bezerro de ouro desta nossa sociedade da imagem, será que podemos investigar, questionar, denunciar, reimaginar essa mesma sociedade usando o meio da arte “fotográfica”?

Sob uma neve de pólen

São livros difíceis [os de Agustina], dizem-me. Pois claro, porque não é fácil encarar a pintura de um espelho. São difíceis como é difícil estar de olhos abertos na vida. Livros escavados, que não seguem “em frente” mas “para dentro”.

“Inominável evento global”

A sugestão da Brotéria para este fim de semana é ler um belíssimo texto de Jacinto Lucas Pires. “Estamos a aprender a pensar sem a enciclopédia instantânea. A aprender a passar o tempo, a comunicar, a imaginar. Voltámos ao zero do jogo.”

Nas eleições europeias, vota Nanni Moretti

«Santiago, Italia» é um filme muito simples mas nada óbvio. Trata-se, ao mesmo tempo, de um documentário convencional, quase “jornalístico”, e de uma afirmação inspirada. Uma afirmação política, mas também uma afirmação cinematográfica.

Trutas politicamente incorretas

Depois de ler “O Mestre de Nós Todos”, a antologia de contos e crónicas de Araújo Correia, sentimos o prazer rememorável de uma viagem. Chegámos ao destino, sim, mas o importante é o que guardámos do caminho.

Enquanto o comboio se afasta

O homem deu-lhe umas aulas e, aos poucos, o rapaz foi melhorando. Ainda não tocava nada como o professor mas estava cada vez mais perto de encontrar a sua música.

A incrível verdade na era da pós-verdade

Será que, nesta era da pós-verdade, é tanta a preocupação — nas artes, no jornalismo, na publicidade, nas relações sociais até — em fazer tudo “parecer” verdade que já não há espaço para a verdade que pode “ser”?