Sobre o Serão Magnum: o bairro do amor não é feito a lápis de cor

Mais um serão que a pasta de Formação preparou para animadores no ativo. Começou com um jantar partilhado e, desta vez, contámos com a Inês Roxo, o Marino Arruda e o Pe. Paulo Teia, sj para nos virem falar sobre “Os Gambozinos e a vida no bairro”.

Mais um serão que a pasta de Formação preparou para animadores no ativo. Começou com um jantar partilhado e, desta vez, contámos com a Inês Roxo, o Marino Arruda e o Pe. Paulo Teia, sj para nos virem falar sobre “Os Gambozinos e a vida no bairro”.
Para mim, foi um serão enriquecedor em que se falou sobre o bairro. Não o “bairro do amor” de Jorge Palma, um bairro utópico sem hospitais cuja única estação do ano que conhece é o Verão, mas os bairros de Peniche e do Pragal. Esses sim são deste mundo, têm hospitais lá perto e vivem uma realidade muito díspar da realidade de Lisboa.
O que aprendi com estes três testemunhos? Percebi que conhecer as famílias de Peniche muda a perspetiva de quem ia ao bairro para estar com os mais novos. Aprendi também que através dos Gambozinos pode nascer o desejo de querer dar a volta, dar de volta e servir os outros. E por fim, ouvi a história de como a vontade de querer responder às necessidades das crianças do Pragal concretizou-se no Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto.
A mensagem-síntese foi esta: o bairro do amor não é feito a lápis de cor, mas sim com entrega, presença e compromisso, e isso leva-nos cada vez mais próximos do verdadeiro Gambozino que é Jesus. Cheguei a casa com algumas notas mentais, dicas práticas e úteis, e também uma vontade de ir ao encontro do que o Gambozino precisa. Como? Ainda estou a descobrir. Mas a resposta está por aí, algures no bairro.

Maria Ravara