Ser coordenadora da GBZ

Ser coordenadora ao longo dos últimos 2 anos foi aceitar um convite de Deus. Mesmo sem conseguir ver em mim o perfil, a capacidade e o talento que achava necessários, Ele entrou de rompante no meu coração e no meu caminho, em Direcção, pediu-me que estivesse livre e disposta ao que fosse melhor para Gambozinos.

Ser coordenadora ao longo dos últimos 2 anos foi aceitar um convite de Deus. Mesmo sem conseguir ver em mim o perfil, a capacidade e o talento que achava necessários, Ele entrou de rompante no meu coração e no meu caminho, em Direcção, pediu-me que estivesse livre e disposta ao que fosse melhor para Gambozinos. A aventura começou, fez-me crescer, e trouxe-me 4 grandes lições: 

– Aprendi a ser membro de um corpo que é muito maior do que eu. À imagem do corpo e dos membros, de S. Paulo, ser coordenadora foi reconhecer os meus limites e perceber que havia outros membros nesse Corpo, que o completavam, resolviam e aumentavam. Percebi, na prática, que uma Direcção é uma equipa e que a riqueza das diferenças de cada um é um Bem insubstituível. 

- Aprendi que os Gambozinos cresciam e caminhavam no bom sentido sempre que deixo que fosse Deus a agir. Estar à frente de um projecto d’Ele implicou saber muito bem que o projecto não era meu. Foi preciso tomar decisões que superaram a minha opinião pessoal se esse fosse o melhor caminho; por vezes foi preciso abdicar de um plano ou construção já idealizados para optar por uma construção nova, criada por todos; foi preciso dar razão, saber ceder e estar bem consciente de Quem manda. E sempre que deixei que fosse Ele a fazer, os frutos foram inimagináveis!

– Aprendi que podia servir os miúdos, não estando tão presente nas actividades. Conheci uma nova maneira de estar que me desafiou a procurar o bem de cada miúdo, sem que este estivesse directamente dependente da minha cara e das minhas mãos, confiando nas “cento e tal” caras e mãos de todos os animadores. 

– Aprendi a render-me à grandeza dos Gambozinos; a sentir-me pequena e abençoada ao ver que Deus transforma em muito o pouco que damos; a reconhecer os frutos bons e reais em tantas vidas e a perceber que metade desses frutos podem até nunca ser visíveis. 

Hoje sei de corpo, alma e coração que os Gambozinos existem e tornam o nosso mundo melhor! 

Benedita Pinto Basto