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Contra o distanciamento

Talvez a cristalização de um sentimento aconteça de forma mais durável na exposição a uma imagem do que a um discurso. O confronto com uma fotografia pode ser mais impressivo que o impacte causado pelas palavras.

De corpo e alma

A ascese é sempre exercício e renúncia. Entramos, pois, num mundo simbólico que se exprime na necessidade de descontinuidades, para que algo de novo, inédito, inesperado, possa surgir.

O que diz o futebol sobre nós?

Talvez seja excessivo falar do futebol como “religião popular”. Mas esse espetáculo de massas exprime de forma dramática o desejo dos indivíduos e aponta para algumas feridas das nossas sociedades. É, portanto, um lugar que merece atenção.

Contemplando as janelas de Deus

Na errância e na lentidão, próprias da caminhada, vive-se a experiência da rutura instauradora de um tempo novo, com as características próprias de um tempo ritual.

Uma paisagem religiosa em mudança

A Área Metropolitana de Lisboa apresenta as dificuldades habituais, próprias deste tipo territorialidade – por um lado, um espaço integrado de mobilidades, por outro, um espaço de quotidianos fragmentados.

O olhar da vítima

Quanto mais desfiguradas as vítimas, mais facilmente são expulsas do território dos vivos. Mas o que aconteceria se fosse dada a palavra à vítima? Se a história fosse uma narrativa a partir do olhar da vítima?

A fé – entre o público e o privado

Algumas personalidades religiosas tornam-se símbolos de valores amplamente partilhados, sem que a dimensão confessante das suas motivações inviabilize a possibilidade de serem ouvidos por muitos.

Os cantos da casa

A poesia não se dá bem com altifalantes. Procura os lugares discretos. Mas nela encontramos palavras para as zonas escondidas da nossa existência, como quem ilumina os cantos de uma casa.