Como vivi o meu Dia Mundial CVX

Um dia de partilha, oração e serviço que reforça a presença de Deus no quotidiano

No sábado, dia 21 de Março, na Quinta da Esperança, em Cernache, celebrámos o Dia Mundial CVX. Foi um dia óptimo! Saímos cedinho de Lisboa e começámos logo por nos portarmos bem, pois fomos de autocarro, para evitarmos as emissões de CO2 e colaborarmos assim num dos objetivos da Laudatato Si, o cuidar da casa comum.

Rezámos na viagem e convivemos. À  chegada, fomos simpaticamente acolhidos e direcionados para a mesa onde, depois da nossa identificação, tomámos conhecimento da  tarefa que nos tinha sido atribuída, à qual correspondia uma cor, recebendo, de acordo com esta tarefa, uma fitinha/pulseira dessa cor.

Depois do cafezinho e bolinhos, fomos para a Eucaristia. Como as leituras eram as do dia 25 – dia em que se celebra a Anunciação a Maria – e em que celebramos o Mundial CVX, a homilia incidiu  justamente sobre o anúncio  feito a Nossa Senhora, o Seu sim e a Sua missão. No tempo antes do Natal, contemplamos Deus a entrar na nossa realidade, assumindo as nossas fragilidade e condição. E tudo isto porque Maria se esvaziou de Si mesma, se abriu ao projeto de Deus!  Na Eucaristia, pedimos que o Todo Poderoso entre na nossa história, encarnado na Pessoa de Jesus e que faça em nós maravilhas.  Como dizia o Padre Pedro Cameira, peçamos a graça de termos um coração generoso, como o da Virgem Maria, para acolhermos o mistério de Deus, para também engravidarmos d´ Ele, tal como o Padre metaforicamente nos disse.

Depois dos comoventes compromissos definitivos, fomos para o almoço onde convivemos e revimos amigos ou pessoas com as quais já tínhamos privado. E chegou a hora de traduzir nas diversas realidades concretas a nossa Missão! Integrei o grupo dos visitadores do Lar da  Rainha Santa. Aí conversámos com os utentes, ouvimo-los, rezámos e cantámos ora cânticos da Igreja ora canções populares. Vivenciámos um ambiente de paz, serenidade, alegria que advêm desta certeza fantástica de que Deus nos ama.

Fomos passear para o jardim, os utentes quase todos em cadeiras de rodas, para apreciar plantas, árvores e flores. Esta observação ou contemplação também nos fala de Deus, pois nas pequenas coisas deste mundo natural reconhecemos a Sua Presença amorosa.

No regresso, ainda houve um lanchinho e muitas palmas.

E voltámos à Quinta  para o envio, para que, uma vez nas nossas casas, o projeto continue, se concretize em missões várias com a criatividade do Espírito Santo. O nosso verdadeiro percurso continua no nosso dia a dia, em sintonia com as dores e as alegrias do mundo.

Por isso Vos peço ajuda, Senhor, para que eu  pratique ações de bondade que favoreçam o diálogo amoroso e a paz na minha família, na minha comunidade e no meu país!

CVX Ideias Peregrinas

Luísa Maria Guardado