Missa de abertura do Ano Inaciano

No dia 20 de Maio de 2021, 500 anos após a bala de canhão ter atirado Inácio para uma longa convalescença, às 19h reuniram-se as várias comunidades inacianas do nosso país (desde Braga a Portimão) para a abertura do Ano Inaciano.

No dia 20 de Maio de 1521, Inácio de Loyola era gravemente ferido na batalha de Pamplona. A ferida aberta na sua perna foi como um sulco cavado na terra: Deus poria ali uma semente que, cuidada, viria a dar fruto. A partir deste desastre começaria a aventura do fundador da Companhia de Jesus, uma aventura em que S. Inácio aprendeu a não ser o protagonista da sua vida. O protagonista é o Senhor a quem quer amar e servir: Cristo, que o fez ver novas todas as coisas.

No dia 20 de Maio de 2021, 500 anos após a bala de canhão ter atirado Inácio para uma longa convalescença, como para uma nova vida, o fruto nascido desta ferida é visível. Às 19h reuniram-se (via zoom) as várias comunidades inacianas do nosso país (desde Braga a Portimão), para a abertura do Ano Inaciano. Após uma introdução ao tema deste Ano Inaciano, Ver novas todas as coisas em Cristo, todos aqueles que se reuniram (quer nas diversas comunidades, quer pelo youtube) puderam escutar o Pe. Arturo Sosa SJ, Superior Geral da Companhia de Jesus, e o Pe. Miguel Almeida SJ, Provincial da Província Portuguesa da Companhia de Jesus, que animaram todos a permitir ao Senhor que trabalhe em cada um a própria conversão, num convite a criar comunidade, partilhar a vida e transformar a realidade, fazendo da ferida lugar de conversão e fruto, tal como S. Inácio.

Deste modo é possível, para todos, a experiência de S. Inácio: “De corpo e alma rasgados, em Loyola, amadureceu até configurar uma maneira de compreender Deus, de contemplar o Evangelho e reconhecer seu lugar no mundo”, o que o levou a descobrir como “Deus habita e trabalha em todas as criaturas” (mensagem do Pe. Arturo Sosa SJ).

Neste espírito de uma verdadeira contemplação inaciana, que recorda a contemplação Ad Amorem dos Exercícios Espirituais (EE [230]), podemos “tomar consciência da Sua presença nas nossas vidas” e “face à nossa vulnerabilidade, perguntamo-nos pelo seu sentido último”. Nessa questão que a ferida levanta, está aberta a porta a compreender como a “descoberta fundamental das nossas vidas é Jesus Cristo, que nos diz “não temas”. Bom Ano Inaciano!