O Relógio da Família

Baseado no percurso dos Exercícios Espirituais de Sto. Inácio, este é um tempo privilegiado para que o casal possa conhecer mais aprofundadamente a sua realidade e identidade matrimonial.

Decorreu de 24 a 25 de fevereiro o primeiro de dois encontros.
Baseado no percurso dos Exercícios Espirituais de Sto. Inácio, este é um tempo privilegiado para que o casal possa conhecer mais aprofundadamente a sua realidade e identidade matrimonial, podendo, assim, melhor amar e servir, dando sentido pleno à sua vocação.

São sete tempos para aprender a ser + Família, divididos em dois fins-de- semana,
tendo o primeiro decorrido de 24 a 25 de fevereiro e o segundo realizar-se- á de 21 a 22 de abril.

A organização desta atividade está a cargo do Pe. Álvaro Balsas sj, Catarina e Pedro Portela, Graça e Luís Gonçalves, Olímpia e Mário Ferreira.

A Mariana e o Filipe Pinto, deixaram o seu testemunho deste primeiro encontro.

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O Relógio da Família, Fev 2018

O País das Maravilhas

O coelho das “Aventuras de Alice no País das Maravilhas” cantava: “É tarde! É tarde até que arde! Ai, ai, meu Deus! Alô, adeus! É tarde, é tarde, é tarde!” E acontece com frequência, a qualquer casamento, a necessidade de entoar a mesma canção.
“É tarde! É tarde até que arde! Ai, ai, meu Deus!”, algo importante e urgente temos para fazer!

Os filhos, os afazeres domésticos, a vida profissional, o ritmo, o barulhar dos dias e dos meses, dos anos até, podem fazer com que nos esqueçamos que um dia casámos convictos da importância de continuarmos a conversar com profundidade e de sonhar a dois. Que foi o desejo de juntos “sermos mais” que um dia nos uniu mas, que esse desejo precisa de cuidado, atenção e tempo efetivo para que o amor possa crescer.

Tic-tac, tic-tac. Não somos imunes ao desgaste do tempo, temos de nos apressar. Urge, sempre e a cada momento, fazermos o esforço de limparmos as incompreensões que se vão depositando ao longo do caminho, de arrumarmos o que se vai armazenando no baú dos desencontros, de ultrapassarmos egoísmos e hábitos de colecionarmos coisas não ditas ou mal faladas.

Fomos ao Relógio do Tempo, um percurso que começou no fim-de- semana de 24 e 25 de fevereiro, na Casa da Torre, em Soutelo, para nos (re)comprometermos um com o outro, com Deus, com o nosso casamento e família.

Inspirado nos exercícios espirituais de Santo Inácio, o Relógio de Família, desafiou-nos a visitarmos a história de graça da nossa família, a medirmos a pulsação atual da aliança que estabelecemos, a refletir sobre que tipo de família somos e a sobre o tema das liberdades e decisões. Muito bem guiados por uma equipa de leigos e um jesuíta, um grupo de 13 casais empenharam-se na redescoberta do casamento, abertos à surpresa, atónitos ante a grandeza do amor – esse País (exigente) de Maravilhas!

Mariana e Filipe